Inwieweit aus REDD+ also tatsächliche Vorteile für den Klimaschutz und die lokale Bevölkerung entstehen, ist mehr als fraglich. In Regionen, die durch extreme strukturelle Ungleichheit und unklare Landrechte gekennzeichnet sind, zeichnet sich vielmehr ab, dass REDD+ bestehende Ungerechtigkeiten und soziale Konflikte verschärft
Von Jutta Kill
Vorwort
Mit der Aufnahme der Diskussion über das Wald- und Klimaschutzinstrument REDD+  ab 2005 in die UN-Klimaverhandlungen waren hochgesteckte Erwartungen verbunden. Manche sprachen gar von einem Paradigmenwechsel im Tropenwaldschutz: der markt-orientierte REDD+-Ansatz sollte Wald- und Klimaschutz miteinander verbinden und durch finanzielle Anreize Entwaldung dort stoppen, wo bisherige internationale Waldschutzinitiativen (angeblich) versagt hatten. Durch die Schaffung handelbarer Kohlenstoffgutschriften aus Waldklimaprojekten sollte REDD+ auch dem Privatsektor lukrative Investitionsmöglichkeiten bieten. Mit der Finanzierung von Tropenwaldschutz durch privates Kapital, so die Vorstellung, ließe sich zudem der Einsatz öffentlicher Mittel reduzieren.
Kurz, die Befürworter von REDD+ traten mit dem Versprechen an, Entwaldung zu stoppen, indem sie intakten Wald wertvoller machen als abgeholzten.
Die Bundesregierung unterstützt REDD+ in vielfältiger Weise und zählt gemeinsam mit Norwegen und Großbritannien zu den wichtigsten staatlichen Finanzierern dieses Instruments. Anders als in Norwegen und Großbritannien fehlt jedoch in Deutschland eine kritische Aufarbeitung der von der Bundesregierung finanzierten
REDD+-Maßnahmen bisher weitgehend. „Es gibt nur sehr wenige Zeitungsartikel zu REDD+, und REDD+ ist nur in Kleinen Anfragen durch die Opposition im Parlament thematisiert worden; doch weder die Berichterstattung in den Medien noch die kurze legislative Aufmerksamkeit haben zu Folgeberichten oder wenigstens Debatten
zum Thema geführt,“ wird ein Interviewpartner in der Publikation ‚The Politics of German Finance for REDD+‘  aus dem Jahr 2014 zitiert.
Der vorliegende Bericht will zu einer verstärkten Debatte über die REDD+-Finanzierung der Bundesregierung beitragen, indem er die Frage nach der Wirksamkeit von REDD+ als Wald- und Klimaschutzinstrument thematisiert. Die politische Relevanz von REDD+ ist aufs Engste mit dem Beitrag von REDD+ zum Klimaschutz verknüpft. Waldschutz ist bei REDD+ somit nicht Selbstzweck, sondern dient dem Ziel, durch Minderung von Emissionen aus Entwaldung einen Beitrag zum Klimaschutz zu liefern. Erfüllt REDD+ diese Erwartung nicht, hat dies Konsequenzen nicht nur fürden Wald und die vom Wald lebenden Menschen, sondern in erheblich Maß auch für den Klimaschutz. Auch im Interesse eines effektiven Klimaschutzes ist deshalb eine kritische Debatte des Instruments REDD+ geboten.
Der vorliegende Bericht stellt dem Versprechen, durch finanzielle Anreize Emissionen aus Entwaldung zu mindern, die Umsetzung von REDD+ Maßnahmen im Rahmen des REDD Early Movers Programms in Brasilien, Ecuador und Kolumbien gegenüber. Insbesondere Beispiele aus dem brasilianischen Bundesstaat Acre machen deutlich, wie weit sich REDD+ in der Umsetzung von den ursprünglichen Versprechen und konzeptionellen Ansätzen entfernt hat, mit denen es seit 2005 von seinen Befürwortern als Klimaschutzkonzept angepriesen wird.
Für 2018 hat das Bundesministerium für wirtschaftliche Zusammenarbeit und Entwicklung (BMZ) eine Evaluierung von REDD Early Movers in Acre angekündigt. Damit REDD+-Maßnahmen der Bundesregierung nicht (weiter) Gefahr laufen, Zahlungen für lediglich auf dem Papier nachgewiesene Emissionsminderungen zu leisten, muss die Diskrepanz zwischen den Erwartungen und der tatsächlichen Umsetzung zentraler Bestandteil der Evaluierung von REDD Early Movers sein. Immerhin geht es bei der REDD+-Finanzierung der Bunderegierung auch um Summen in dreistelliger Millionenhöhe.
Wie wichtig eine Evaluierung der konzeptionellen Annahmen von REDD+ ist, zeigen die Ergebnisse einer Auswertung der Norwegischen REDD+-Finanzierung. Die Evaluierer kommen unter anderem zum Schluss, dass „Schlüsselakteure in der Umsetzung von REDD+, wie UNREDD und die FCPF, eher wenig ausgearbeitete Programmtheorien in Bezug auf REDD+ und die wichtigen Mechanismen und Ergebnisketten für seine Umsetzung zu haben scheinen“  und dass „bisherige Erfahrungen weiterhin nahelegen, dass ein auf ergebnisbasierte Zahlungen ausgerichteter Ansatz wie er derzeit verstanden und für NICFI -REDD+ erarbeitet wird, in einigen Fällen für den Kontext und die Gegebenheiten einiger Länder und Situationen nicht geeignet erscheint.“
Zu bewerten, inwieweit diese Erkenntnisse auch für die REDD+-Finanzierung der Bundesregierung zutreffen, und welche Konsequenzen sich daraus für eine zukünftige REDD+-Finanzierung bzw. eine zielführendere Ausrichtung der deutschen Entwicklungszusammenarbeit im internationalen Waldschutz ergeben, muss eine zentrale Fragestellung der für 2018 angekündigten Evaluierung von REDD Early Movers – und der bundesdeutschen REDD+ Finanzierung insgesamt – sein.

capa livro redd
Jutta Kill, unter Mitarbeit von Thomas Fatheuer
REDD Early Movers
Ergebnisbasierte Zahlungen ohne klimarelevanteErgebnisse?
Herausgeber: ARA, Forschungs- und Dokumentationszentrum Chile-Lateinamerika e.V. (FDCL), Institut für Ökologie und Aktions-Ethnologie (infoe), Klima-Bündnis
FDCL-Verlag, Berlin, Januar 2018
ISBN: 978-3-923020-80-5
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A situação dos transportes públicos foi tema de debate no Fórum Social Mundial. Participantes discutiram a importância de políticas de tarifa zero mencionando exemplos no Brasil e no exterior

Marina Berhorn de Pinho

“Transporte: um direito do cidadão, um dever do Estado”. A frase está estampada em todos os ônibus de São Paulo, maior cidade do Brasil, e desde 2015, com a aprovação da emenda constitucional 90/15, encontra respaldo na Constituição Federal. Pela nova lei, que incluiu transporte como um direito social, o mesmo deveria ser público, universal e acessível, igual a saúde e a educação. Na prática, no entanto, trata-se de um direito que precisa ser adquirido, por um preço que vem subindo consideravelmente. A Associação Nacional de Transportes Públicos mantém um histórico do aumento das tarifas nas cidades com mais de 500 mil habitantes nos últimos anos. A última atualização é de julho de 2016, mas, mesmo desatualizado, o repositório ajuda a ter uma ideia da variação. Em São Paulo, a cidade que traz o aviso estampado nos ônibus, mesmo com a promessa do prefeito João Doria Jr. (PSDB) de que não aumentaria as passagens, o preço do ônibus subiu em 2018 para R$ 4,00 e o da integração com metrô e trem para R$ 6,96.

Os crescentes preços do transporte público levantam a questão sobre o transporte ser ou não um direito do cidadão. Transporte não deveria ser de graça?

No contexto do Fórum Social Mundial, realizado em Salvador de 13 a 17 de março, a Fundação Rosa Luxemburgo organizou o encontro «Tarifa zero: perspectivas e exemplos de política de passe livre no Brasil e no mundo». O evento foi uma mesa-redonda para discutir a situação dos transportes públicos no Brasil, a viabilidade da implementação do passe livre no país e exemplos de cidades com transporte público gratuito.

Assista ao vídeo de alguns momentos do debate:

Veja também: na íntegra, transmissão do evento pelo Facebook (parte I e parte II).

Participaram Daniel Caribé, ex-integrante do Movimento Passe Livre de Salvador e que atualmente é pesquisador de doutorado da Faculdade de Arquitetura da UFBA sobre a temática dos transportes; Judith Dellheim, pesquisadora alemã da Fundação Rosa Luxemburgo em Berlim que tem acompanhado diferentes processos de implementação de políticas de passe livre na Europa; e Lucio Gregori, ex-secretário municipal de Transportes de São Paulo durante gestão de Erundina e defensor do sistema de tarifa zero. A moderação foi de Daniel Santini, da Fundação Rosa Luxemburgo em São Paulo.

Acesso, direitos e desigualdade

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Lucio Gregori, ex-secretário de Transportes de São Paulo

Lucio Gregori defende que no Brasil o transporte possui três fins: manter a sociedade e a economia funcionando, perdurar a desigualdade e dar continuidade a um modo de vida baseado em consumo e desperdício. Ele lembra que empresas automobilísticas e de petróleo gastam milhares de reais em propaganda, mantendo positiva suas imagens.“Existe um conjunto de discriminações, de periferizações e segregação racial e social que estão garantidos inclusive pela não mobilidade de milhares de pessoas”, detalha.

“Não é só deslocamento de pessoas, é um montão de restrições disfarçadas sobre dificuldade de locomoção”, argumenta Gregori, lembrando que pela falta de qualidade e alto preço do transporte público há uma obstrução da efetiva democratização e o acesso à cidade é impedido. Ele lembra que o discurso do poder dominante é de que transporte não pode ser gratuito por faltarem recursos, mas aponta alternativas. Uma boa maneira de se arrecadar esse dinheiro, exemplifica, seria por meio de uma reforma tributária com o pagamento de mais impostos pela parcela mais rica da população: “Rico tem que pagar imposto, senão essa coisa não sai do lugar.” No Brasil, o imposto é proporcionalmente cobrado majoritariamente sobre consumo e não sobre posses e bens.

Pedágio urbano

Outra maneira de financiar o transporte gratuito seria a implementação de um imposto de congestionamento, também conhecido como pedágio urbano. O pedágio urbano é a cobrança de taxas para a utilização das ruas. Essas taxas são maiores durante certos períodos do dia e em certos lugares, normalmente lugares mais frequentados e com elevado trânsito. O pedágio já foi instituído em diferentes cidades pelo mundo, como Cingapura, Estocolmo e Londres, e tem como objetivo a diminuição do trânsito, assim como o desencorajamento do uso de automóveis em certas partes da cidade.

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Daniel Caribé, pesquisador e ex-integrante do MPL Salvador

Gregori, no entanto é contra essa taxação. Ele critica que com a implementação de tal pedágio a rua deixaria de ser de uso universal: “Quando você institui a taxa, você deixou a rua parar de ser um bem de uso comum e passa a ter uma mercadoria de diferente acesso diante da capacidade de pagamento”, complementa.
Daniel Caribé também se coloca contra a implementação dessas taxas. Ele explica que hoje não são apenas os ricos que utilizam carros, mas também os pobres, principalmente por morarem nas periferias. “Quando você propõe um pedágio urbano, você está propondo isentar os ricos, que podem acessar os centros de bicicleta ou a pé, e acaba penalizando aquele que já é penalizado, que mora longe, o pobre”, posiciona-se Caribé.

Tarifa zero: a salvação?

Com a implementação de transporte público gratuito podem também surgir vários problemas. Uma crítica, por exemplo, é que o transporte gratuito desencorajaria as pessoas a andarem a pé ou de bicicleta. Todavia, Judith Dellheim não vê isso como um problema, mas sim como um desafio: “Seria muito fácil dizer que transporte público gratuito resolveria todos os problemas.”

Judith Dellheim, da Fundação Rosa Luxemburgo

Judith Dellheim, da Fundação Rosa Luxemburgo em Berlim

Durante a conversa surgiu também o questionamento sobre o motivo de parte da esquerda não apoiar o transporte público gratuito. Lucio Gregori, que foi secretário municipal de Transportes de São Paulo durante a gestão da prefeitura do PT e que tentou implementar a tarifa zero, lamenta que mesmo dentro do partido existam setores contrários ao passe livre. Mencionando como um exemplo a política de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a indústria automotiva, que pode ser entendida como um subsídio para o uso de carros em detrimento a investimento no transporte público, ele reclama da maneira como a mobilidade foi tratada pelo Governo Federal durante os governos do PT. E critica também a ideia defendida pelo então presidente Luís Inácio Lula da Silva de que para “subir na vida” as pessoas precisariam ganhar bem o suficiente e, assim, pagar por um transporte de qualidade ou comprar carros. Gregori defende que mudanças só acontecerão se houver uma profunda transformação das formas de produção e apropriação de riqueza, não limitada a ampliar o consumo. Sem ela, apenas frações da sociedade poderão ter acesso a direitos, afirma.

Mesmo com partes da esquerda deixando de apoiar o transporte público gratuito, a tarifa zero vem ganhando força mundialmente com o argumento de ser também uma estratégia para economizar recursos e, assim, preservar o meio ambiente. O aumento do uso do transporte público reduz a necessidade de utilização dos carros, diminuindo a poluição produzida por automóveis. Hoje, esse argumento é apresentado tanto por partidos de direita quanto de por de esquerda. Por final, Daniel Caribé vê a implementação do transporte gratuito como um grande passo em direção ao direito a cidade: “é viável, é possível , é necessário e o impacto na vida das pessoas é imensurável.”

Fotos: Gerhard Dilger

In Salvador da Bahia leisten arme Bewohner*innen Widerstand gegen Gentrifizierung und die massive Wohnungsnot. Die Wohnungslosenbewegung MSTB hält zahlreiche Gelände besetzt. Doch viele Besetzungen sind von der Räumung bedroht
Von Niklas Franzen
Es dauerte nur wenige Minuten. Dann war fast alles zerstört, was Frederico besaß. Am Tag nach der Räumung wandert der junge Mann immer noch spürbar mitgenommen über den steilen Hang. Er zeigt auf eine kahle Stelle am Boden. „Hier stand meine Hütte“. Frederico – 25, Schnurrbart, verschnörkeltes Tattoo auf dem Unterarm – war gerade Zuhause, als die Polizei anrückte. Mit Gummigeschossen und Tränengas trieb sie die Bewohner*innen auseinander. „Als ich einen Polizist filmte, richtete er sein Gewehr auf mich und sagte, dass er mich verhaftet werde. Meine Nachbarin wurde ins Gesicht geschlagen.“ Die Polizisten zerstörten nicht nur Fredericos Hütte – sondern auch seinen Traum endlich in Würde zu leben.

Quilombo Franco Räumung 1

Quilombo Marielle Franco

Wagner Moreira sitzt auf dem Beifahrersitz eines klapprigen Schulbusses und spricht nervös in sein Mobiltelefon. Seine langen Dreadlocks schwingen bei jedem Schlagloch durch die Luft. Moreira ist Aktivist der Wohnungslosenbewegung MSTB. Die Bewegung aus Salvador da Bahia ist langjährige Projektpartnerin der Rosa-Luxemburg-Stiftung. Das diesjährige Weltsozialforum (WSF), das in der Küstenmetropole stattfindet, ist für die MSTB ein Heimspiel. Mit mehreren Veranstaltungen ist die Bewegung an dem linken Mega-Gipfel beteiligt. Viele Fäden laufen bei Moreira zusammen.
Nach einer schier endlosen Fahrt durch einen dichten Wald aus rotem Backstein und Wellblech kommt der alte Schulbus auf einer Landzunge zum Stehen. Die mondänen Strandpromenaden und die touristische Altstadt von Salvador fühlen sich ganz weit weg an. Unweit vom Parkplatz steht eine verfallene Zementfabrik verlassen auf einem Hügel, am Horizont glitzert die Allerheiligenbucht. Die Mittagssonne knallt unbarmherzig auf den Asphalt. Auf einem Hang unterhalb des Parkplatzes lebten bis gestern noch hunderte Familien – bis die Polizei sie vertrieb. Von oben erinnert das nun kahle Grundstück an ein gehäutetes Tier. Sieben Mal haben Frederico und die Aktivist*innen der MSTB ihre Besetzung auf dem Hang aufgebaut. Sieben Mal wurde sie von der Polizei vertrieben.
Fotos von der Räumung des Quilombo Marielle Franco

In der Mitte des Geländes haben sich die ehemaligen Bewohner*innen zwischen zwei dicken Bäumen versammelt. Auf einer behelfsmäßig zusammengezimmerten Bühne steht Vera Guimarães. Die Aktivistin spricht mit voller Leidenschaft, ihre Stimme zittert: „Wir sind Kämpfer und werden zurückkehren. Daran werden auch die uns nicht hindern“. Mit „die“ meint Guimarães eine Gruppe von Polizisten, die das Geschehen von einem schattigen Platz oberhalb der Versammlung misstrauisch beobachtet. Die Polizisten tragen schusssicheren Westen. Ein Polizeibeamter hat den Finger auf dem Abzug seiner Waffe, ein anderer läuft demonstrativ durch die Reihen und filmt alle Anwesenden mit einer Handykamera. Frederico kommentiert: „Die behandeln uns wie Kriminelle.“ Mitarbeiter*innen der Stadtverwaltung sammeln unterdessen die Überreste der Besetzung ein. Am Nachmittag erinnert kaum noch etwas daran, dass hier noch vor zwei Tagen noch hunderte Menschen gelebt haben.
Die Wut über die erneute Vertreibung ist groß. Die Aktivist*innen der MSTB hatten das Gelände besetzt, um gegen die massive Wohnungsnot in Salvador zu demonstrieren – und um endlich ein Dach über dem Kopf zu haben. Für viele dieser Menschen gab es keine andere Möglichkeit, als zu besetzen. Die Armut steht den Versammelten ins Gesicht geschrieben. Auch für Frederico ist die Vertreibung eine Katastrophe. „Ich komme gerade bei Bekannten unter. Ich habe keine andere Möglichkeit – ich muss hierhin zurück.“
Der Befehl für die Räumung kam vom Gouverneur des Bundesstaates Bahia, Rui Costa von der Arbeiterpartei PT. „Die PT hat uns verraten“, schimpft die kleine, quirlige Aktivistin Guimarães. „Erst durch uns, nämlich die arme Bevölkerung, wurde Costa überhaupt gewählt. Nun werden wir wie Hunde behandelt.“ Dass die Räumung während des WSF stattfand, empfinden die Besetzer*innen als zusätzliche Provokation. Und: Das Gelände wurde geräumt, obwohl es für den sozialen Wohnungsbau ausgewiesen ist. Die Besetzer*innen wollen zurückkommen und haben der zukünftigen Besetzung bereits einen Namen gegeben: «Quilombo Marielle Franco». Eine Hommage an die linke Stadträtin aus Rio de Janeiro, die im März ermordet wurden.
Die Auseinandersetzung der «Quilombo Marielle Franco» ist ein typischer Fall für den Kampf um Wohnraum in der drittgrößten Stadt Brasiliens. In Salvador da Bahia sind Zehntausende Menschen wohnungslos – Tendenz steigend. Die Immobilien-und Grundstückpreise sind in den letzten Jahren massiv angestiegen. Gentrifizierungsprozesse machen auch vor der armen Vorstadt nicht halt. Besetzungen von sozialen Bewegungen werden oft mit brutaler Gewalt geräumt – obwohl sie faktisch legal sind. Die progressive brasilianische Verfassung von 1988 legt soziale Grundsätze der Stadt fest: Häuser und Freiflächen müssen demnach eine soziale Funktion erfüllen und Eigentümer können enteignet werden, wenn dies nicht der Fall ist. Mit dem 2001 verabschiedeten Stadtstatut-Gesetz bekam die Verfassung, zumindest theoretisch, Gültigkeit. Anspruch und Wirklichkeit klaffen allerdings weit auseinander. Die Verbindungen zwischen Justiz, Investor*innen und Immobilienspekulant*innen sind ein offenes Geheimnis. Die rechtlichen Möglichkeiten existieren somit häufig nur auf dem Papier. Konsequenz: Immer mehr Menschen landen auf der Straße oder sind von der Räumung bedroht.
Auch die „Quilombo Escada“ kämpft um ihre Zukunft. Die kleine Besetzung befindet sich am Rand einer lauten, stark befahrenen Straße. Ein steiler Pfad führt zu zwei Dutzend einfachen Holzhütten, die von hohen Bananenstauden eingekreist sind. Ein kleiner Bach, der quer über das Grundstück läuft, entpuppt sich bei näherer Betrachtung als Abwasserleitung. Hühner und Hunde haben es sich im Schatten bequem gemacht.

Quilombo Escada

Quilombo Escada

Vor fünf Jahren wurde das Gelände von der MSTB besetzt, heute leben hier 40 Familien. Doch die Zukunft ist ungewiss, die Bewohner*innen sollen weg. „Bei einer Räumung landen wir auf der Straße. Für uns gibt es keine Alternative“, sagt Antônio Conceição Gomes. Der 46-Jährige mit rotem Tanktop, Goldkette und Rosen-Tattoo wohnt seit fünf Jahren mit seiner Familie auf dem Gelände. Früher befand sich hier ein Energieunternehmen, heute gehört das Grundstück der Stadt. Diese will nun eine Gesundheitsstation auf dem Land bauen. „Das ist absurd“, schimpft Gomes. ,„Auf der anderen Seite der Straße gibt es bereits eine Gesundheitsstation – die aber seit mehreren Monaten geschlossen ist.“
Polizei und Stadtverwaltung bleiben hartnäckig. Vergangene Woche versuchten sie die Bewohner*innen auszutricksen. Den Besetzer*innen, von denen viele nicht lesen können, wurde eine Liste präsentiert, mit der sie sich offiziell registrieren lassen konnten – dachten sie anfänglich zumindest. Die Liste entpuppte sich als Schwindel, niemand unterschrieb. Gomes meint: „Wir werden hier nur weggehen, wenn wir eine alternative Unterkunft bekommen.“
Die MSTB kämpft jedoch nicht nur für Wohnraum, wie der Vollzeit-Aktivist Moreira betont. Die Bewegung will die Wurzeln der Probleme angreifen. Ein Hauptproblem in Salvador ist weiterhin der tiefankerte Rassismus. Die krassen Unterschiede in der afrobrasilianischen Hauptstadt Brasiliens, in der vier von fünf Bewohner*innen schwarz sind, sind augenscheinlich. Während in den reichen Stadtteilen überdurchschnittlich viele Weiße wohnen, leben in der armen Vorstadt fast ausschließlich schwarze Brasilianer*innen. Alle Besetzungen der MSTB tragen den Beinamen Quilombo. So hießen zur Kolonialzeit Niederlassungen von entflohenen Sklav*innen. Moreira meint: „Damit wollen wir an unser afrikanisches Erbe erinnern.“

Quilombo Escada

Quilombo Escada

Auch die Gewalt trifft vor allem die schwarze Bevölkerung. Salvador hat eine der höchsten Mordraten Brasiliens. Drogengangs und Polizei liefern sich regelmäßig schwere Gefechte. Auf dem Gelände einer MSTB-Besetzung wurden unlängst 12 Leichen gefunden, die wahrscheinlich Opfer der Polizei oder einer Drogengang wurden. Für die Bewegung ist die Gewalt eine große Herausforderung. Allerdings ist es gelungen den Drogenhandel aus den Besetzungen fernzuhalten. „Das war ein langer Prozess von über 15 Jahren. Wir leisten immer auch ein Stück Sozialarbeit“, sagt Moreira.
Dass die Bewegung durchaus Erfolge feiert, zeigt auch die Besetzung „Quilombo Paraíso“. Die Besetzung befindet sich am äußersten Zipfel von Salvador in einem grünbewachsenen Tal. Vor acht Jahren wurde das Gelände von der MSTB besetzt, heute leben hier 120 Familien. Die Gemeinde gleicht einem kleinen Dorf. Von oberhalb der Besetzung hat man einen atemberaubenden Blick auf das Meer und ein angrenzenden Naturschutzgebiet. Auf einer mit Palmen gesäumten Weide grasen Pferde. Unterhalb befinden sich die Holzhütten der Besetzer*innen. Eine improvisierte Stromleistung läuft oberhalb von einer Schotterstraße. In der Besetzung gibt es mehrere Gemeinschaftsgärten. Die ökologische Landwirtschaft und der Naturschutz stehen auf der Agenda der Bewegung.

Quilombo Paraíso_Verena

Quilombo Paraíso

Rita Ferreira war damals dabei, als das Gelände besetzt wurde. Bei einem Rundgang über das Gelände sagt die charismatische Aktivistin mit den markanten Gesichtszügen: „Unser Kampf dreht sich nicht nur um die eigenen vier Wände. Wir kämpfen auch für das Gute Leben.“ Die MSTB versucht in ihren Besetzungen Konzepte wie das indigene „Buen Vivir“ oder afrobrasilianische, alternative Lebensweisen umzusetzen.
Der jahrelange Kampf der MSTB scheint sich zu lohnen. Nach acht Jahren steht endlich der Bau von Sozialwohnungen in Sicht. Mit einem Infrastrukturprogramm soll bald mit dem Bau begonnen werden. Ferreira ist jedoch skeptisch. Mehrmals wurde bereits die Errichtung von Sozialwohnungen versprochen – passiert ist bisher nicht. Die MSTB hat nun ein Ultimatum gestellt: wenn wieder nichts geschieht, baut die Bewegung eben selbst. Ein Prototyp für die zukünftigen Wohnungen gibt es schon. Unterstützung erhält die Bewegung von einer Architektur-Fakultät. Aber Rita meint: einfach nur Wohnungen zu bauen, bringt nichts. „Wir brauchen auch Schulen und Gesundheitseinrichtungen.“ Viel zu oft sind Besetzer*innen nämlich aus Sozialwohnungen wieder ausgezogen – wegen der schlechten Qualität, der peripheren Lage und der Gewalt.
Und wie geht es weiter für die Wohnungslosen aus Salvador? Die aktuelle politische Lage verspricht nichts Gutes. Als sich Moreira verabschiedet, sagt er: „Gerade jetzt müssen wir kämpfen.“ Kurz denkt er nach, führt aus: „Denn nur wenn wir kämpfen, können wir etwas verändern.“
Fotos: MSTB, Verena Glass