IMG_4548beab“Ao invés de lucro, temos que produzir alimentos”, diz João Pedro Stedile

Por Bruno Pavan e Vivian Fernandes, Brasil de Fato

O membro da direção nacional do Movimento dos trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) João Pedro Stedile reforçou, na 1a Feira Nacional da Reforma Agrária, no Parque da Água Branca, em São Paulo, que os camponeses precisam oferecer um novo modelo de agricultura para o Brasil.

“A sociedade brasileira enfrenta uma disputa entre dois modelos de agricultura. Um deles é o das transnacionais, que é baseado na produção de commodities e no uso de veneno. O outro é o projeto dos trabalhadores, que significa organizar a agricultura pra produzir alimentos sadios para a população local. Ao invés de lucro temos que produzir alimentos”, explicou.

Stedile contou que a visão sobre reforma agrária, até mesmo dentro do movimento mudou, e que hoje o MST precisa dialogar também com os moradores das grandes metrópoles para que eles percebam o quanto são prejudicados com o consumo de alimentos com o uso excessivo de agrotóxico.

“A população da cidade é que vai desequilibrar essa luta, quando chegar no supermercado e falar ‘não quero mais óleo de soja transgênico, quando disser não quero mais tomate com veneno porque o câncer vai ficar pra mim e não com o dono do supermercado’. Essa conscientização vai nos ajudar pra que o governo se convença que é preciso construir uma nova agricultura e abandonar essa ilusão do agronegócio”, critica.

O integrante da Campanha contra o uso de Agrotóxicos e pela Vida, Luís Carlos Meireles, criticou a influência econômica do agronegócio sobre a política. «É preciso fortalecer o posicionamento contrário à ida da Anvisa para o Ministério da Agricultura», apontou. A medida, segundo ele, tornaria a fiscalização e regulamentação dos agrotóxicos ainda mais difícil.

Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Agrário, apontou para os desafios postos em relação à questão agrária e a necessidade de revisão do modelo de desenvolvimento no qual a sociedade se baseia. “Vivemos, hoje, uma crise que não é só no Brasil, é uma crise mundial e cósmica que diz respeito ao clima, a água e a terra. Temos que propor coisas novas e não permitir que o dinheiro e o lucro definam a nossa vida e futuro», afirmou.

IMG_4522Mais de 800 agricultores e agricultoras de 23 estados e do Distrito Federal participaram da Feira, que aconteceu de 22 a 25 de outubro.

“Adorei! Achei bom demais! E vamos ficar esperando a próxima”, afirmou a alegre Cleide de Oliveira Ribeiro, de Corumbá de Goiás, no estado goiano. Ela, junto com outros quase 700 feirantes estiveram expondo e vendendo seus produtos na feira, que contou com um público de 150 mil pessoas, segundo os organizadores.

Para Cleide, “a feira foi maravilhosa e o recado que a gente queria passar com essa feira, foi passado”, que completou dizendo que foi uma oportunidade dela conhecer São Paulo: “Primeira vez aqui, e, por mim, eu voltava amanhã de novo”. Ela vendeu doces e compotas diversas em sua barraca, como de caju, manga e outros sabores do Cerrado brasileiro.

Voltar em breve também é a expectativa de Julinda de Oliveira Lopes, do município de Andradina, interior paulista, que vendia artesanato de cabaça e sementes, além de vassoura, bucha vegetal, cebola e açafrão. “Seria muito bom se tivesse a cada seis meses essa feira. Para nós é muito importante para a gente escoar toda a nossa mercadoria produzida lá, porque não tem uma feira como essa lá”, opinou.

A boa recepção do público paulistano também foi comemorada pelos produtores sem-terra. “O povo paulista demonstrou para nós um grande interesse na produção agroecológica e orgânica dos assentamentos de reforma agrária”, contou Davi Montenegro, do assentamento Paulo Jackson, do município de Ibirapitanga, sul da Bahia.

“Mostramos que a produção orgânica não tem um custo elevado. O que acontece é que as empresas buscam aproveitar um nicho de mercado para praticar preços fora da realidade. Enquanto que os camponeses podem produzir alimentos saudáveis a preços populares, e que suprem a demanda da cidade. Então, a feira cumpriu esse papel de uma grande troca entre o povo brasileiro, em que a gente pode mostrar toda a nossa cultura, a arte e a música. Foi uma grande festa do povo brasileiro”, afirmou Davi.

Ao todo, foram 220 toneladas de alimentos comercializados na 1a Feira Nacional da Reforma Agrária, com uma estimativa de cerca de R$ 2 milhões de arrecadação, apontou um dos coordenadores do setor de produção do MST, Adalberto de Oliveira, que atua na frente de comercialização e é assentado em Itapeva, interior de São Paulo. Na feira estiveram mais de 700 acampados e assentados da reforma agrária, que trouxeram 600 variedades de produtos, de 23 estados e do Distrito Federal.

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Show de Chico César no sábado (24)

Além da população de São Paulo, passaram pelo evento políticos como o ex-presidente Lula, o ministro de Desenvolvimento Agrário Patrus Ananias, o secretário de Cultura da cidade de São Paulo, Eduardo Suplicy, o deputado federal Ivan Valente, a cantora Karina Buhr, o ex-jogador de futebol Raí, também os cantores Chico César e Zé Geraldo, que fizeram execelntes shows no encerramento do sábado e domingo da Feira.

Fotos: Gerhard Dilger

Hoy comienza en la ciudad de Zapala, Neuquén, el juicio donde se acusa a Relmu Ñamku, de la comunidad mapuche Winkul Newen, de tentativa de homicidio por defender el territorio de su comunidad frente al avance de empresas petroleras
Por Florencia Puente y Elisangela Soldatelli
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Hasta el 5 de noviembre se resolverá la posible sentencia de 15 años de prisión, a través de un juicio intercultural por jurados. El carácter desmedido de la acusación da cuenta del avance ininterrumpido de la criminalización de los pueblos originarios que asumen la defensa de la tierra, y la constante estigmatización racial que sufre el pueblo mapuche frente al estado provincial y nacional.
Territorios en disputa
El territorio de la comunidad mapuche Winkul Newen está ubicada en el Paraje Portezuelo Chico, zona centro de la Provincia de Neuquén, a 25 kilómetros de la ciudad de Cutral-Co. La llegada de las empresas petroleras al territorio ya lleva alrededor de 15 años, cuando la norteamericana Pioneer Natural Resources –luego denominada Apache, Yacimientos del Sur y desde 2014 es la estatal YPF- ingresó al territorio de las comunidades cuando estas estaban en la “veranada” -momento en que las comunidades practican la trashumancia y dejan el territorio de la zona centro-. Al regresar, encuentran a la empresa en sus territorios, “el conflicto está instalado, no son las mismas condiciones y la fuerza para pelear por el territorio cuando las empresas ya están adentro”, relató Relmu en diálogo con Marcha.
Allí comienzan los primeros cortes y un proceso para fortalecer la comunidad y su institucionalidad. “A partir del conflicto la comunidad empieza a organizarse, pero el proceso es muy lento. Cuando empezamos a estar medianamente preparados para iniciar una lucha ya teníamos 10 pozos hechos”; dijo Relmu, además, las empresas en conjunto con el Estado activaron una estrategia de asedio que incluyó la militarización del territorio, inspecciones ilegales, desaparición de animales en pastoreo vitales para la comunidad y fragmentación de las comunidades a partir de ofrecimientos de trabajo que debilitaron la posibilidad de acción conjunta.
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Crónica del asedio a la comunidad
Una década de resistencias limitaron el proyecto inicial que tenía la empresa de cuarenta a diez pozos petroleros y una planta compresora concentra el gas de la zona para ser trasladado a la ciudad de Cutral Co: “nosotros ya aprendimos como se apagan los pozos, como se prenden, como bloquearlos. Convivís con eso”, relató Relmu.
Desde el año 2012 las comunidades habían logrado que el Yacimiento Portezuelo Norte detenga sus operaciones, a partir del reclamo de saneamiento por un derrame de crudo, y del pedido de inspección por parte de Subsecretaria de Medio Ambiente y de Hidrocarburos y Energía de la Provincia. Además del incumplimiento de estos reclamos, que violan el derecho de consulta contemplado en el Convenio 169 de la OIT, el 8 de diciembre de 2012, la Jueza Ivonne San Martin del Juzgado de Zapala, dicta una nueva orden de desalojo para la comunidad. Mónica Pelayo, la oficial de justicia que fue a notificar el desalojo, llegó a la comunidad acompañada de camionetas de la empresa Apache, policías y topadoras, plagando de irregularidades el procedimiento.
Conociendo la situación de tensión existente en la comunidad después de haber denunciado un derrame de petróleo, la oficial decide además posesionarse ante el hecho resaltando que el acceso a la comunidad constituía un camino público y que no tenían reconocimiento como comunidad por parte del Estado, lo que complicó la predisposición al diálogo, tal cual relata Relmu. Además, la oficial dio la orden a la topadora para el ingreso, poniendo en riesgo a la comunidad, cuando sólo podía limitar su accionar a la notificación. En este marco, la comunidad se defendió y Mónica Pelayo resultó herida.
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Quien es quien en el juicio: un recorrido por la justicia racista de Neuquén
Verónica Pelayes, quien invoca el “terrorismo mapuche” para hablar de lo sucedido, designó como abogado a Julián Álvarez, conocido defensor de jueces de la dictadura y miembros de la Sociedad Rural. La fiscal, que asume la causa es Sandra Gonzales Taboada, quien archivó la causa por golpizas que había realizado la comunidad hace unos años, cuando varios de sus integrantes habían resultado gravemente heridos frente a un intento de desalojo.
En un primer momento, Relmu Ñamku, Martín Maliqueo y Mauricio Rain fueron imputados por daños. Luego, la fiscal dio lugar en la audiencia de reformulación de cargos, donde se resolvió acusar a Rain y Maliqueo por “daños agravados” y a Relmu Ñamku de “tentativa de homicidio” –y de no haber sido por la presión ejercida por Adolfo Pérez Esquivel, Félix Díaz y Sofía Gatica, la carátula de Relmu sumaría el delito de “alevosía”-. Los cambios en las carátulas fueron realizados sin sumar a la causa ningún elemento que los pruebe.
Relmu, además, es la única de los tres imputada por tentativa, lo que expresa también el carácter patriarcal de la justicia neuquina y la complicidad del Ministerio Público Fiscal a la hora de garantizar la explotación a las Empresas Petroleras, en un juicio cuyo devenir procedimental no tiene precedentes y expresa una voluntad manifiesta de hacer de este un juicio ejemplar que amedrente la lucha de las comunidades.
El juicio tiene también otras características excepcionales. En el marco de los novedosos juicios que ya se aplica en las provincias de Buenos Aires, Córdoba y Neuquén, cuyos veredictos han sido generalmente condenatorios, este juicio inaugura por primera vez en Argentina la modalidad de Jurado intercultural. O sea, la mitad de las y los jurados serán, mapuches. Sin embargo, son muchos los vicios en el procedimiento de selección del jurado, a pesar de que la comunidad logró imponer algunos criterios como la autoadscripción del jurado seleccionado al pueblo mapuche.
Además, a pocos días de iniciar el proceso público, el juez de garantías Gustavo Ravizzoli rechazó el amicus curiae presentado por Pérez Esquivel, argumentando que la imparcialidad del proceso queda garantizada por ser este un juicio por jurados. Pérez Esquivel afirmó que “a Relmu Ñamku la acusan por ser mujer e indígena”.
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Escenarios frente a la sentencia
El juicio de Relmu expresa un complejo escenario de persecución política y judicial contra el pueblo mapuche, los pueblos originarios y las comunidades en resistencia al avance del extractivismo. El recorrido de la resistencia de la comunidad mapuche está plagado de violaciones y vulneraciones del derecho indígena contemplado en la legislación nacional y los tratados internacionales.
Se enmarca, además, en una década donde se vive una situación paradójica, al tiempo que se fortalece el derecho indígena, se incrementa de manera sistemática la violación de derechos, relacionada con el avance del modelo extractivo sobre territorios de comunidades y pueblos originarios que son vistos como “sacrificables”, que genera un impacto ambiental y cultural sin precedentes.
“El impacto ambiental puede ser cuantificable, pero el impacto cultural no, ¿cómo cuantifico la relación que el pueblo mapuche tiene con su territorio, milenaria que tiene que ver con la cultura, con la transmisión de los valores, de los principios, no solo de la alimentación sino de las ceremonias y la identidad?, ¿cómo se cuantifica ese impacto a la hora de perder el territorio? El impacto cultural tiene que ser una categoría a tener en cuenta”, sostuvo Relmu.
El 4 de noviembre se conocerá la sentencia, luego de que Relmu Ñamku realice el lunes 2, la última declaración que tendrá el juicio. La sentencia marcará un parteaguas en el escenario de criminalización y judicialización que atraviesan los pueblos y comunidades originarias en Argentina y en América Latina. Son claras las intenciones de que sea un juicio ejemplar en Neuquén, provincia petrolera caracterizada por garantizar la “seguridad jurídica” para el avance de las empresas transnacionales y estatales, y cuya justicia racista y patriarcal es ejemplar en el desconocimiento del derecho indígena.
Como plantea Ayben Kimvn Velázquez Malique, hija de Relmu Ñamku: “Quiero Justicia Justa. Marici weu Marici weu!” – ¡diez veces venceremos!-.
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Notas relacionadas:
Diario del juicio por Dario Aranda
Mesa Latinoamericana en el ENM: contra el avance sobre cuerpos y territorios (II)
Una mano negra petróleo: causa armada a una comunidad mapuche
Juicio contra comunidad mapuche por defender su territorio

Relmu, Jáchal, Misiones: Las comunidades se defienden

 
Foto: Nadia Sur

Por Fundação Rosa Luxemburgo
seminario-pepiO Instituto de Economia (IE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realiza no próximo dia 6 de novembro, uma sexta-feira, debate sobre as relações entre Brasil e China. A atividade foi organizada pela Coordenação do Programa de Pós-Graduação em ​Economia Política Internacional (PEPI) e contará com a presença de Camila Moreno, autora do livro ​“Brasil Made in China: Para Pensar as Reconfigurações do Capitalismo Contemporâneo”, publicado pela Fundação Rosa Luxemburgo.
A mesa será mediada por Isabela Nogueira, professora do PEPI, que pesquisa e dá aulas de graduação e pós-graduação sobre o desenvolvimento chinês. Sua tese de doutorado pelo Instituto de Economia da UFRJ analisa aspectos da distribuição de renda e pobreza na China contemporânea. A professora já escreveu sobre a indústria eletroeletrônica de consumo do país, e é uma das autoras da coletanêa China em Transformação, do IPEA.
 

DEBATE BRASIL MADE IN CHINA
Data: ​0​6/11/2015
Horário: 1​4​:​0​0
Local: ​Auditório da Decania ​do Centro de Filosofia e Ciências Humanas  da UFRJ (Prédio da Decania, Segundo Andar do Campus da Praia Vermelha​)
Endereço: Av. Pasteur, 250. Urca​, Rio de Janeiro

Das Ende der linksperonistischen Dominanz

Gestern fanden in Argentinien Präsidentschafts-, Teilkongresswahlen und einige Gouverneurswahlen statt. Mit enttäuschenden 37 Prozent lag der Peronist Daniel Scioli nur gut zwei Punkte vor dem rechtsliberalen Kandidaten Mauricio Macri, bis vor kurzem Bürgermeister von Buenos Aires. Das Kopf-an-Kopf-Rennen verspricht sich bis zur Stichwahl am 22. November fortzusetzen. Im Senat konnte das Regierungslager seine Mehrheit ausbauen, dagegen gab es in den Provinzen und im Abgeordnetenhaus herbe Verluste.

In zwölf Jahren haben Néstor und Cristina Kirchner ein post-neoliberales, neoextraktivistisches Gesellschafts- und Wirtschaftsmodell vorangetrieben, das dem Land einen Weg aus der tiefen Krise von 2001 wies. Doch der «progressive Grundton» des Kirchnerismus droht jetzt zu verschwinden – so oder so. Mit der Soziologin Maristella Svampa sprach
Ulrich Brand, neues deutschland

nd: Wenn man die Namen der aussichtsreichen Kandidaten für die kommende Präsidentschaftswahl hört – Daniel Scioli, Mauricio Macri, Sergio Massa -, dann steht unabhängig vom Ausgang der Wahl ein konservativer Schwenk an.

maristella svampa

Maristella Svampa auf einem Workshop der Rosa-Luxemburg-Stiftung im September 2015. Foto: G. Dilger

Maristella Svampa: Schon die Vorwahlen im August haben eine Rechtsentwicklung der politischen Kräfte angezeigt. Die drei genannten Kandidaten haben 80 Prozent der Stimmen erhalten. Der seit zwölf Jahren regierende Kirchnerismus von Néstor Kirchner, Präsident von 2003-2007 und 2010 an einem Herzinfarkt verstorben, und ab 2007 Cristina Fernández de Kirchner, hat erfolgreich den politischen Raum der linken Mitte besetzt.

Für die jetzige Wahl war die Präsidentin in der Lage, insbesondere um den aussichtsreichen Kandidaten Scioli herum durchaus PolitikerInnen aus ihrem Lager in Schlüsselpositionen zu positionieren. Zu erwarten ist, dass nach den Wahlen die Wirtschaftspolitik der aktuellen Regierung fortgesetzt wird, aber ohne den progressiven Grundton des Kirchnerismus.

Scioli wäre also in gewisser Weise die Fortsetzung?

In der Tat. Der Peronismus ist ja in der Lage, Regierungspolitik mit Opposition zu verbinden. Es handelt sich um eine Partei mit einem sehr pragmatischen Profil. So konnte der Peronismus in den 1990er Jahren neoliberal sein, in den vergangenen Jahren nach der dramatischen Krise von 2001 dann deutlich progressiv mit Umverteilungspolitiken und einer sehr weitreichenden Politik der Menschenrechte.

cristina fernández de kirchner mit evita perón im hintergrund foto tv brasil copyleft

Die Linksperonistin Cristina Fernández de Kirchner, Argentiniens Präsidentin von 2007 bis 2015. Im Hintergrund Eva Perón. Foto: TV Brasil

Personell wird die Kontinuität deutlich am Kandidaten des Vizepräsidenten von Scioli, Carlos Zannini. Der ist der aktuellen Präsidentin absolut treu und wird das auch bleiben. Und auch die linke Jugendorganisation hat eigene Kandidaten für das Parlament, den Senat und die wichtige Provinz Buenos Aires.

Welches Resümee ziehen Sie nach zwölf Jahren Kirchnerismus?

Es gab wichtige Veränderungen. Essenziell war auch die Menschenrechtspolitik gegen den Staatsterrorismus der 1970er und 1980er Jahre. Dass den Massenmördern der Prozess gemacht wurde, ist ein enormes Verdienst. In der Sozialpolitik waren die Sozialpläne und staatliche Gutscheine nach der tiefen Krise von 2001 wichtig, damit viele Millionen Menschen eine gewisse Stabilität in ihrem Leben erreichten. Es gibt ja bis heute eine große strukturelle Armut.
Die Sozialpläne werden sicherlich weitergeführt. Die gleichgeschlechtliche Ehe wurde ermöglicht, was eine Forderung vieler sozialer Bewegungen war. Wir kommen wohl von einer Phase des Populismus mit hoher Intensität, nämlich der zwölf Jahre Präsidentschaft durch die Familie Kirchner, zu einem Populismus niederer Intensität.

Die Wahlen finden in einer Phase sinkender Nachfrage nach Rohstoffen und fallender Preise statt.

Man bemerkt die Krise schon. Die hohen Preise hatten ja ermöglicht, dass die Regierung wie noch nie in der Geschichte Sozialpolitik betreiben konnte. Ich habe das als einen Rohstoffkonsens bezeichnet, der sich in Argentinien, aber eigentlich auch global dadurch auszeichnete, dass immer mehr Rohstoffe für den Weltmarkt produziert wurden. Dafür wurde das argentinische Produktionsmodell in den vergangenen Jahren stark verändert. In der für die Wirtschaft zentralen Landwirtschaft verlor die Fleischproduktion ihre führende Stellung.
Heute werden auf 22 Millionen Hektar der insgesamt 33 Millionen Hektar fruchtbaren Ackerlandes, also auf zwei Dritteln, transgenes Soja angebaut, das weitgehend von der Firma Monsanto kommt. Dazu kommt transgener Mais. Das bedeutet Abholzung, Verlust biologischer Vielfalt und vor allem die weitere Kriminalisierung der Bauern und Indigenen bis hin zur Ermordung in den von der Expansion betroffenen Regionen.
Auch die fallenden Öl- und Gaspreise sind bemerkbar. In Argentinien wird Fracking betrieben, vor allem in der Provinz Neuquén im Westen Argentiniens. Dort gab es starke Proteste. Das neue Bergbaugesetz ist aber sehr im Sinne der transnationalen Unternehmen und die Regierung will, dass etwa der chinesische Multi Sinopec dort investiert.
Mit dem Preisverfall sind die Investitionen in die nicht-konventionellen Energieträger, die ja höher sind als bei konventionellen Energieträgern, zunächst zurückgestellt. Schließlich wird der großflächige Bergbau seit 2013 von der Regierung vorangetrieben, was zu starken Protesten im ganzen Land führte. Durch die fallenden Preise gibt es eine Art Wartestellung.

Sie sprechen von einem Ende des politischen und ökonomischen Zyklus in Lateinamerika, der um die Jahrhundertwende begonnen hat?

Die Infragestellung des neoliberalen Washington-Konsens um 2000 herum ging mit starken sozialen Bewegungen und entsprechenden Regierungen einher. Das ermöglichte ein neues Verhältnis zwischen Wirtschaft, Staat und Gesellschaft. In Bolivien und Ecuador war das am deutlichsten; bei allen Unterschieden gilt das in gewisser Weise auch für Venezuela.
Um 2003 beginnt der Rohstoffboom, womit die Extraktion und der Export von mineralischen, fossilen und agrarischen Rohstoffen intensiviert wird. Land, Territorien und Rechte werden vielfach enteignet. Es besteht seither eine starke Spannung zwischen der Ausweitung von politischen und sozialen Rechten, was die Regierungen durchaus wollen, und der Ausweitung der Kapitalmacht.
Die Spannungen werden ab 2010 zu offenen Konflikten. In Bolivien jener um den Nationalpark TIPNIS, in Brasilien intensivieren sich die Auseinandersetzungen um den Staudamm Belo Monte, in Argentinien um das Bergwerk Famatina. Seit einigen Jahren gibt es in Ecuador Streit, ob das Naturschutzgebiet Yasuní, in dem viel Öl liegt, für die Förderung freigegeben wird.

Die Ursache für das Ende eines Zyklus sind somit die sinkenden Weltmarktpreise und die zunehmenden Konflikte?

Das schon. Es geht aber auch, und das ist politisch wichtig, um das Ende der Erwartungen in die Regierungen, die als links oder mitte-links bezeichnet wurden. Sie zeigen heute allesamt offen ihren populistischen Charakter. Der Populismus kommt in eine autoritärere Phase. Andere politische, insbesondere emanzipatorische Narrative, wie etwa die indigenistischen oder autonomen oder anderer Linken, werden deutlich geschwächt.

In Argentinien gibt es derzeit starke soziale Mobilisierungen, etwa der Gewerkschaften oder zur Verteidigung von Land und Territorium oder der Indigenen. Welchen Effekt haben sie auf die Politik?

Argentinien ist traditionell ein Land mit starken Mobilisierungen. Im Unterschied zu den 1990er Jahren sind die Konflikte komplexer. In den 1990ern war das zentrale Thema die Arbeitslosigkeit. Und aus dieser Zeit kommen die sogenannten Piqueteros mit ihren piquetes, also die Blockaden von Straßen oder Firmen durch organisierte arme Bevölkerungsteile, die dadurch auf ihre Anliegen aufmerksam machten.
Die Gewerkschaften haben heute weiterhin Lohnforderungen, aber auch solche, mit der immer stärkeren Prekarisierung umzugehen. Über 30 Prozent der ökonomisch aktiven Bevölkerung in Argentinien ist prekarisiert. Im neuen Zyklus haben wir aber auch territoriale Konflikte, die mit der Expansion von Soja und Bergbau und damit dem massiven Aufkauf von Land verbunden sind.
Die sozio-territorialen Kämpfe haben eher lokale und regionale Sichtbarkeit, weniger auf nationaler Ebene. Ähnliches gilt für die Indigenen, auch wenn es seit sechs Monaten ein Protestcamp im Zentrum von Buenos Aires gibt, um der Forderung nach Land und Rechten Nachdruck zu verleihen.
Bislang werden sie nicht von der Präsidentin empfangen, sie werden von den dominanten kirchneristischen Medien und jenen, die den Kirchnerismus unterstützen, unsichtbar gemacht. Insgesamt nimmt die Repression durch die Regierung gegenüber den Protesten zu.

Wo sehen Sie aktuell Alternativen?

Darauf habe ich keine klare Antwort. Das linksliberale Spektrum jenseits des Kirchnerismus ist kollabiert. Es erreichte bei den vergangenen Wahlen drei Prozent der Stimmen, weil es sich in die politische Mitte orientiert hat statt nach links. Sie ist damit Teil der allgemeinen Rechtsentwicklung in Argentinien. Sie wurde vom Zentrum kooptiert. Ein großer strategischer Fehler war, sich vom Kirchnerismus abzusetzen. Noch bei den Präsidentschaftswahlen 2011 waren die Linksliberalen zweistärkste politische Kraft. Die Rechte ist heute besser organisiert.
Zugenommen hat die trotzkistische Linke, die sich aus drei Gruppierungen zusammenschoss. In einigen Provinzen kommt sie bei Wahlen auf gute Ergebnisse. Sie hat eine wichtige gewerkschaftliche Basis. Die Orientierung an den ArbeiterInnen ist natürlich wichtig, aber es ist ihr einziges Thema. Sie verstehen nicht, dass es andere Logiken und Konflikte gibt jenseits der Orientierung an den traditionellen ArbeiterInnen und der gewerkschaftlichen Diskurse. Das macht sie zu guten Delegierten, aber zu nicht so guten politischen RepräsentantInnen.